Brasil deve regulamentar apostas até março

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Brasil deve regulamentar apostas até março

Brasil deve regulamentar apostas até março

A regulamentação das apostas esportivas no Brasil está perto de ser concluída. É o que afirmou o subsecretário do Ministério da Economia, Waldir Eustáquio Marques Júnior.

Em entrevista ao Valor Econômico, ele destacou que o Brasil anunciará a regulamentação definitiva sobre apostas esportivas em março. 

Tudo leva a crer que a atividade estará regulamentada no país ainda no primeiro semestre de 2020. O panorama das apostas esportivas no Brasil começou a mudar em dezembro de 2018.

Waldir Eustáquio Marques Júnior disse que regulamentação será concluída até março (Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Naquela ocasião, o então presidente Michel Temer sancionou a lei que criou as apostas por quotas fixas no país, a modalidade de apostas esportivas na qual o jogador já sabe o quanto terá de retorno ao apostar em determinado evento.

Vários clubes do Brasil já são patrocinados por casas de apostas

Resta apenas a regulamentação para que a atividade transcorra de forma lícita em solo brasileiro. O ano passado foi sintomático para o mercado de patrocínios do futebol brasileiro. Com a lei que criou as apostas por quotas fixas, vários sites de apostas firmaram parcerias com clubes do país.

A maior parte das equipes da Série A do Campeonato Brasileiro são patrocinadas por alguma marca de apostas esportivas, como o Flamengo (Sportsbet.io), o Vasco (NetBet), o Corinthians (MarjoSports), e o São Paulo (Betsul).

É uma tendência que ocorre há algum tempo no futebol europeu, especialmente na Inglaterra, país que atrai um grande número de empresas de apostas esportivas.

Na entrevista ao Valor Econômico, Waldir Eustáquio Marques Júnior afirmou que empresas do setor de apostas esportivas de vários países, incluindo a própria Inglaterra, a Itália, Portugal e os EUA, estão interessadas em explorar o mercado brasileiro, mas aguardam a regulamentação.

Um dos principais objetivos da regulamentação é garantir segurança jurídica para que grandes empresas internacionais possam investir no Brasil.

Foto: Getty Images

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