Relembre a "Máfia do Apito"

Apostas Esportivas
Relembre a "Máfia do Apito"

Relembre a "Máfia do Apito"

O Brasil se encaminha para regulamentar as apostas esportivas. A legalização da atividade tem tudo para movimentar de forma positiva a economia do país, gerando novas possibilidades. Mas também há o receio de que esquemas para favorecer apostadores se tornem mais factíveis. O Joga Brasil relembra um dos maiores casos de manipulação de resultados da história do futebol nacional. Em 2005, o Campeonato Brasileiro foi manchado pelo caso que ficou conhecido como “Máfia do Apito”.  

O esquema foi desmascarado em reportagem da revista “Veja”, em setembro daquele ano. Alguns árbitros estavam manipulando resultados de partidas para beneficiar apostadores, que palpitavam os placares dos jogos. O maior nome do escândalo foi Edilson Pereira de Carvalho, árbitro que tinha o selo da FIFA e sempre era escalado em partidas relevantes do futebol brasileiro.

Havia um grupo de apostadores, comandado pelo empresário Nagib Fayad, que lucrava com as partidas fraudadas por Edilson e também por Paulo José Danelon, outro árbitro envolvido com o esquema. Os juízes abocanhavam uma quantia de R$ 10 mil por cada partida em que o resultado era interferido por eles.

Edilson chegou a ser preso e acabou banido do futebol, assim como Danelon. Onze jogos do Campeonato Brasileiro de 2005, apitados por Edilson, foram realizados novamente. O Corinthians acabou aproveitando a repetição das partidas e conquistou o título do torneio, três pontos à frente do Inter.

Os integrantes da “Máfia do Apito” se livraram da acusação de estelionato pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgou não ter havido crime. Isto porque, fraudes esportivas ainda não eram tipificadas naquela época. Apenas em 2010 isso ocorreu, com um artigo incluído no Estatuto do Torcedor.

Agora, no momento em que a regulamentação das apostas esportivas no país é cada vez mais uma realidade que se aproxima, a “Máfia do Apito” surge como um importante exemplo negativo. Para que o torcedor não seja punido por eventuais desvios de conduta de árbitros, dirigentes e, até mesmo, atletas.

Foto: Reprodução/Inter

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